1. Por que falar de frameworks e indicadores ESG hoje
O ambiente de negócios mudou. Investidores, bancos, clientes e órgãos reguladores não querem apenas narrativas de sustentabilidade; querem dados consistentes, comparáveis e auditáveis.
Frameworks como GRI Standards, IFRS S1/S2 (ISSB), SASB Standards e TCFD surgem como referências globais para definir o que medir, como medir e como divulgar.
Eles funcionam como roteiros: descrevem quais informações são relevantes e como devem ser apresentadas, mas cabe às empresas traduzir essas exigências em indicadores claros e mensuráveis.
2. O papel dos frameworks mais usados
| Framework | Foco | Abrangência |
| GRI Standards | Impactos ambientais, sociais e econômicos amplos | Mais adotado globalmente, flexível para todos os setores |
| IFRS S1/S2 (ISSB) | Divulgação financeira de informações ESG | Nova linha de base global, integração com relatórios financeiros |
| SASB Standards | Materialidade setorial (KPIs específicos por setor) | Ligação direta com performance financeira |
| TCFD | Gestão e divulgação de riscos climáticos | Base para regulamentações e governança climática |
Esses frameworks não competem, eles se complementam:
- O GRI garante a cobertura ampla dos impactos ESG.
- O IFRS/ISSB e o SASB conectam indicadores à performance financeira.
- O TCFD assegura governança e transparência sobre riscos climáticos.
3. Como estruturar indicadores a partir dos frameworks
Transformar textos normativos em métricas claras exige três passos fundamentais:
Exemplo GRI 302-1 (Consumo de energia):
Passo 1 – Interpretar o requisito
Relatar o consumo de energia de fontes renováveis e não renováveis.
Tradução para variáveis mensuráveis:
- Consumo elétrico (MWh)
- Consumo de combustíveis fósseis (litros → MWh)
- Percentual de energia renovável
Passo 2 – Definir métricas e unidade
Criar indicadores padronizados:
- KPI 1: Consumo total (MWh)
- KPI 2: % de energia renovável
- KPI 3: Emissões associadas (tCO₂e)
Passo 3 – Coletar, tratar e validar
- Fontes internas: ERP, medidores, planilhas, notas fiscais.
- Fontes externas: dados setoriais, bases públicas.
- Processamento: conversão de unidades, cálculo de médias, consolidação por período.
Exemplo GRI 2-8: Trabalhadores que não são empregados
Passo 1 – Interpretar o requisito
Pergunta central: “Quantas pessoas atuam para a empresa, mas não são empregados diretos?”
Isso exige mapear relações de trabalho indiretas sob influência da empresa.
Tradução para variáveis mensuráveis:
- Nº total de terceirizados por função (ex: segurança, limpeza, manutenção).
- Nº de temporários por período.
- Percentual de trabalhadores não empregados em relação ao total da força de trabalho.
- Distribuição por gênero/raça/idade (quando disponível).
- Horas-homens terceirizadas (quando disponível).
Passo 2 – Criar indicadores (KPIs)
- KPI 1: Total de trabalhadores terceirizados.
- KPI 2: % de terceirizados sobre a força de trabalho total.
- KPI 3: Tempo médio de permanência de terceirizados na empresa.
- KPI 4: % de terceirizados cobertos por treinamentos de saúde, segurança ou ESG.
Passo 3 – Fontes de dados
- Contratos de prestadores de serviços.
- Planilhas do RH ou da área de Facilities.
- Dados de acessos em sistemas de ponto/portaria.
4. Por que isso é importante para as empresas
- Confiabilidade: Evita inconsistências em auditorias e due diligence.
- Comparabilidade: Permite benchmarking setorial e temporal.
- Tomada de decisão: Dados estruturados permitem identificar riscos, oportunidades e definir metas.
- Acesso a capital: Investidores e bancos exigem indicadores claros para financiamentos e investimentos verdes.
5. A abordagem Ekôa-ESG
Na Ekôa-ESG, traduzimos esse desafio em soluções práticas por meio de dois formatos principais:
START ESG
Voltado para empresas que ainda estão estruturando seu processo ESG:
- Diagnóstico inicial com base nos frameworks globais.
- Definição dos primeiros indicadores prioritários.
- Treinamento para coleta e registro de dados.
- Implementação de trilha mínima para ganho de maturidade.
- Rastreabilidade completa de todas as ações e indicadores ESG, garantindo segurança e transparência nas informações.
- Eficiência na estruturação inicial da jornada ESG, acelerando o cumprimento de obrigações e requisitos de mercado.
- Base sólida para evolução, com processos e controles estabelecidos para avançar de forma consistente nas próxima etapas.
Benefício: Elimina a paralisia inicial e cria uma base sólida para crescer.
DIGITAL ESG
Indicado para empresas que já têm dados, mas precisam escala, consistência e automação:
- Plataforma EKOI para coleta, consolidação e análise.
- Dashboards automáticos alinhados a GRI, IFRS, SASB e TCFD.
- Rastreabilidade que garante dados sanitizados e de fácil conferência em processos de auditoria.
- Economia na digitalização dos processos, gerando redução proporcional de custos.
- Solução pensada para melhoria continua a partir de notificações , gráficos e relatórios.
Benefício: Reduz tempo de consolidação, aumenta a confiabilidade e prepara para auditorias e exigências regulatórias.
6. Conexão entre frameworks e os serviços Ekôa-ESG
- O START ESG é a base — ajuda empresas a estruturar seus indicadores e dar os primeiros passos com direção.
- O DIGITAL ESG é a evolução — permite monitorar, automatizar e ganhar eficiência em relatórios e decisões.
7. Conclusão
Os frameworks não são apenas “manuais”; são linguagens globais que permitem que empresas falem sobre ESG de forma estruturada e comparável.
Combinando metodologia e tecnologia, a Ekôa-ESG transforma esses requisitos em indicadores práticos e úteis para decisões estratégicas.
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